Futuro do pretérito

Publicado: 31 de outubro de 2011 em Sem categoria

Eu escutaria todo o teu dia,

Tuas correrias

Esperaria com a casa limpa (ou não)…

Beijaria tua boca amanhecida,

Só pra sentir o gosto da vida

Transbordando de ti pra mim.

Contigo eu seria o meu melhor

Eu dividiria meus medos, se quisesses,

E te levaria passear mesmo estando cansado,

Pra sentir teu sorriso me revigorar

E se algum dia eu sentir,

Tua falta ou falta de atenção

Eu buscaria uma explicação

E esperaria tua volta

Sem duvidar de ti.

Logo eu que achava que estava tudo tranquilo

Perdi-me no Futuro do Pretérito,

Nas letras do teu nome,

Naquilo que faria, se isso mudasse alguma coisa e aproximasse nossos ponteiros

E se houver saída, nesse labirinto dentro de mim em ti, confesso:

– Não quero encontrar.

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Semente

Publicado: 23 de setembro de 2011 em Coisas do Eu

apagam-se as fotos mas as imagens permanecem na memória…

não há mais vozes, mas a melodia dos sorrisos permanece intacta

há um vazio no lugar daquilo que um dia foi amor

um vazio

e só

um vazio que insistentemente se AGIGANTA

e dói

liquefaz-se aos poucos

banha o rosto

lava a alma

e aos poucos, parece apequenar-se

talvez para que caiba novamente na mesma semente que o germinou

áté que alguém tenha coragem de plantá-la novamente

ou até que a terra aceite receber o que ainda é seu em potência

Amor em vãos

Publicado: 30 de agosto de 2011 em Intensidades

No                                              das coisas que não me dizes

No                                              dos teus dedos que quero preencher com os meus

Na intensidade do teu sorriso capaz de iluminar meu dia

É que sinto que o amor não é em                                              , mas sim a melhor forma
de preenchê-lo!

– Fui absorvido pelo tempo

– Desculpa… E sórdida! Não serás absolvido

– Admito, foi descaso, aventura ou sei lá o quê

Um tapa

Um beijo

(…)

A inspiração é ciumenta, mas vez em quando vem brindar comigo quando suas outras paixões também deixam de provocar suspiros.

Reencontro

Publicado: 22 de abril de 2011 em Coisas do Eu
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Chegou a noite em teus olhos de lua

Em tudo que eu vejo há uma lembrança tua

Há um pouco de ti em cada coisa que eu vejo

Essas lembranças me deixam do avesso

Quanta coisa pra fazer

Desligo o rádio e ligo a TV

Nada disso me satisfaz

Queria estar contigo, só um pouco a mais

Mas o tempo acabou pra ti

Já foste embora e um dia hei de ir

Sopre um vento forte por mim

Secar o pranto que deixei cair

Vou seguir…

Reencontrar-te-ei no fim!

Talvez

Publicado: 13 de abril de 2011 em Coisas do Eu
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Que estranha aventura permitir-se abrir as pálpebras. Certa embriaguez guiam os primeiros passos tortos até a água gelada acariciar o rosto ou envolver o corpo, como quem procura livrar-se da inércia. Céu azul ou cinza, já não importa. Olhos abertos, corpo desperto é hora de fazer o ontem de amanhã. E que seja bem feito, para que o peso do arrependimento não atrapalhe o sono, que talvez seja o último ou não. É sempre um talvez, lembra?

Silêncios

Publicado: 28 de março de 2011 em Intensidades
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Não preciso que digas que me amas.

Olhe-me.

Deixa-te.

Deixe-me ver-me em teus olhos e só.

Não é preciso dar nome ao que sentimos.

Sentir basta.

Estarmos basta.

Bastarmos um ao outro seria suficiente para que tudo mais fosse resto…